sábado, 17 de junho de 2017

Exercícios Poríferos e Cnidários (página 155)

Poríferos e Cnidários
P. 155

1)


2)
Os principais tipos celulares das esponjas são:
* Pinacócitos – revestem externamente o corpo das esponjas;
* Porácitos – permitem fluxo da água;
* Coanócitos – possuem flagelos que mantêm o fluxo da água no interior das esponjas;
* Amebócitos – células totipontes, capazes de se diferenciar de todos os outros tipos celulares presentes nas esponjas;
* Escleorócitos – um tipo diferente de amebócito que secreta espículas.


3)
Mesoílo é uma camada de espessura variável, composta de substâncias sem forma definida e encontra-se entre as duas camadas de células na parede corporal da esponja. Ele ajuda a manter a coesão entre as duas camadas de células e também pode conter espículas e/ou espongina (estrutura de sustentação).


4)
Brotamento – consiste na formação de expansões na parede da esponja, que se projetam para o exterior, crescem e se destacam do corpo da esponja-mãe, originando uma nova esponja.
Gemulação – formação de agregados celulares contendo grande quantidade de reservas nutritivas envoltas em camadas de espongina, os quais se separaram da esponja original e posteriormente, transformam-se em esponjas adultas.


5)



6)
A) Esta estrutura corresponde ao esqueleto da esponja e provavelmente é constituído de espículas de sílica ou de cálcio.

B) Servem para auxiliar na sustentação do corpo das esponjas.


7)
A) Sim, sua função está associada à movimentação das larvas.

B) Precisam desta função, pois as esponjas vivem no substrato e a dispersão de novos indivíduos ocorre durante a reprodução, com fase larval. Após um curto período de vida livre, onde a larva está a procura de um local ideal, fixa-se na esponja e desenvolve-se.


8)



9)
Significa que as células nervosas dos cnidários se dispõem formando uma rede que se estende igualmente por todo o corpo do animal.


10)
As gêmulas são muito resistentes às variações de temperatura e à dessecação, podendo resistir às condições desfavoráveis por muito tempo, ou ser transportadas pela correnteza por grandes distâncias. Elas se formam quando as condições ambientais se tornam desfavoráveis. Quando o ambiente se torna favorável, as gêmulas desenvolvem-se em esponjas adultas.


11)
São importantes no processo de crescimento corporal, na digestão, no transporte de nutrientes, na secreção de elementos esqueléticos e na reprodução.


12)
Não, pois as esponjas fazem a água circular ativamente pelo sistema aquífero, por causa da ação dos coanócitos.


14)
A) Não, pois as cianobactérias dependem da luz para fazer fotossíntese e estão presentes somente em águas relativamente rasas.

B) Esponjas postas próximas à presença de luz devem crescer mais rapidamente do que as que estão em águas profundas.

Exercício estruturas dos Poríferos

Apresente a função das seguintes células e estruturas, faça um esquema de cada um:

1. Pinocócitos
Os pinacócitos são células de revestimento que formam a pinacoderme nas esponjas. Têm forma poligonal, são finas, coriáceas e estreitamente ligadas.

2. Porócitos
Porócito é uma célula dobrada sobre si mesma, e compõe os poros dos Poriferos, é o acesso da água do exterior para o interior do organismo. O poro varia de tamanho no percurso para selecionar as partículas, assim obtendo mais eficiência na nutrição.
3. Amebócitos
O amebócito é uma célula encontrada no filo Porifera. Não tem forma corporal definida e possuem deslocamento livre pelo mesoílo. Podem assumir diferentes funções, mas as funções principais são a digestão, transporte e distribuição de nutrientes para as demais células do corpo da esponja. Outras funções são a de produzir espículas de natureza calcária ou silicosa (esclerócitos), secreção de espongina (espongiócitos), produção de mesogléia (colêncitos), e capacidade regenerativa, incluindo reprodução assexuada (arqueócitos).
4. Coanócitos
Os coanócitos são células ovóides típicas das esponjas, dotadas de um flagelo cuja base é circundada por projeções da membrana plasmática, formando um funil. Estas células estão relacionados com a nutrição do animal, capturam o alimento por fagocitose ou por pinocitose. Nas esponjas mais simples, os coanócitos revestem apenas certos canais e câmaras internas.
5. Arqueócitos
Células indiferenciadas, características do filo porífera podendo dar origem aos diversos tipos celulares, ou seja, outras células. Têm papel fundamental na distribuição de nutrientes e secundário na digestão dos alimentos. Originam brotos e gêmulas, ambos estruturas reprodutivas, bem como óvulos e espermatozoides.

6. Rede de Espongina
É uma rede de fibras proteicas elásticas anastomosadas (entrelaçadas e fusionadas entre si), secretada pelo espongiócito. É uma substância insolúvel e resistente à digestão por enzimas proteolíticas e dispõe-se irregularmente no mesênquima.
7. Espículas
São basicamente o esqueleto de uma esponja, e, dependendo da classe, podem ser formadas por calcário de cálcio, espongina ou sílica, que garantem a sustentação da esponja no fundo dos mares e a deixam imóvel. São secretadas pelos esclerócitos.
8. Gêmulas
Nas esponjas de água doce e em algumas esponjas marinhas, agregado de células embrionárias, dotado de uma cobertura rígida, que se forma em períodos de condições desfavoráveis, como congelamento e seca, e que dá origem a novos indivíduos quando as condições ambientais retornam ao normal.
9. Meso-hilo
Na estrutura da esponja, entre os pinacócitos e coanócitos (tipos de células já diferenciadas) se encontra esse espaço gelatinoso denominado meso-hilo, marcados principalmente pela presença de amebócitos que possem a capacidade de se diferenciar em outro tipo de célula.

10. Ósculo
Em Zoologia, denomina-se ósculo à abertura principal da espongiocele, na extremidade livre do corpo dos animais do filo Porifera - as esponjas.
Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pinac%C3%B3cito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Por%C3%B3cito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ameb%C3%B3cito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coan%C3%B3cito
http://www.dicionarioinformal.com.br/arque%C3%B3citos/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Espongina
https://pt.wikipedia.org/wiki/Espícula_(biologia)
https://www.google.com.br/search?q=g%C3%AAmula&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwiykMOT7cXUAhWDSyYKHXSbA4UQ_AUICSgA&biw=1366&bih=623&dpr=1
https://brainly.com.br/tarefa/3464345
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93sculo
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Resumo - Platelmintos

O Filo Platyhelmintes (do grego, platys, plano, achatado, e helmintes, verme) reúne animais de corpo achatado, dos quais as planárias são os representantes de vida livre mais conhecidos. São assim chamados por possuírem corpos finos e achatados, “vermes chatos”. No entanto, observe que a palavra “verme” não é um nome taxonômico formal e sim um termo geral para animais com corpos alongados e finos. Das cerca de 20 mil espécies descritas de platelmintos, aproximadamente 20% são parasitas de animais vertebrados e invertebrados. Entre os que parasitam a espécie humana, os mais conhecidos são as solitárias (ou tênias), que vivem no intestino e causam teníase; e os esquistossomos, que habitam as veias do fígado e de outros órgãos abdominais, causando a esquistossomose. Vivem principalmente em ambientes aquáticos, como oceanos, rios e lagos; e são encontrados também em ambientes terrestres úmidos.


1.   Estrutura corporal e novidades evolutivas


Quanto à simetria corporal, os platelmintos apresentam uma novidade evolutiva em relação aos cnidários: têm simetria bilateral, enquanto cnidários adultos têm simetria radial.




Os platelmintos são os mais antigos animais triblásticos da escala zoológica. Em seu desenvolvimento embrionário, eles desenvolvem três folhetos germinativos – ectoderma, endoderma e mesoderma – a partir dos quais se originam os diversos tecidos do animal adulto. Contudo, apesar de serem animais com desenvolvimento triploblástico, eles são acelomados, isto é, não possuem cavidade corporal.

Portanto, as duas grandes novidades evolutivas deste grupo são:
- A simetria bilateral, que está associada a maior capacidade de movimentação;
- O surgimento do mesoderma, que permitiu o desenvolvimento de outras estruturas corporais e de uma musculatura mais eficiente.


2.   Nutrição, circulação e excreção:

Os platelmintos não têm órgãos especializados para trocas gasosas ou para circulação, e seu aparelho excretor relativamente simples funciona para manter o balanço osmótico com o meio. Devido a sua forma achatada, suas células ficam próximas à água presente no ambiente ou no intestino. Essa proximidade com a água favorece as trocas gasosas e a eliminação de compostos nitrogenados com por difusão através da superfície do corpo.
A maioria dos vermes chatos tem cavidade gastrovascular com apenas uma abertura (“boca”). Não possuem sistema circulatório, mas os finos ramos da cavidade gastrovascular distribuem o alimento diretamente às células do animal.

3.   Classes dos platelmintos:

O Filo Platyhelmintes é divido em quatro classes: Turbellaria (tubelários, a maioria são vermes chatos de vida livre), Monogenea (parasitas marinhos e de água doce que infectam peixes), Trematoda (trematódeos, parasitas de vertebrados), Cestoda (cestódeos, parasitas de vertebrados).


(FONTE: CAMPBELL, 2010)
1. Reprodução:

A reprodução dos platelmintos é bastante diversificada. As espécies parasitas apresentam ciclos de vida complexos, em que podem alternar fases com reprodução sexuada e assexuada. Além disso, diversas espécies necessitam de mais de um hospedeiro para completar seu ciclo. São chamadas de monogenéticas aquelas espécies que completoam seu ciclo de vida em um único hospedeiro, por exemplo, o trematódeo Gyrodactylus, parasita de um peixe de água doce. As espécies que necessitam de dois hospedeiros distintos para completar seu ciclo de vida denominam-se digenéticas. São exemplos: o Schistosoma mansoni, trematódeo causador da esquistossomose, e a Taenia sollium, cestódeo causador da teníase. O hospedeiro em que ocorre a fase adulta (sexualmente madura) de um parasita digenético é chamado de hospedeiro definitivo, enquanto aquele em que ocorre a fase larval denomina-se hospedeiro intermediárioNo ciclo de vida Schistosoma mansoni, a espécie humana é o hospedeiro definitivo e o caramujo, o hospedeiro intermediário.


Já no caso da Taenia sollium, o porco é o hospedeiro intermediário e a espécie humana, o hospedeiro definitivo.
As planárias podem apresentar reprodução assexuada por fragmentação do corpo: a parte posterior do animal eventualmente adere a algum objeto e os esforços da planária para libertar-se acabam por rompê-la. Como tem grande capacidade de regeneração, ambos pedaços de recompõem e, assim, surgem novos indivíduos assexuadamente. O vídeo mostra processo de regeneração das planárias. As planárias são monóicas, isto é, cada indivíduo possui sistemas reprodutores de ambos os sexos. Fazem fecundação cruzada, a autofecundação é rara. Os dois indivíduos que estão acasalando ficam unidos pelos poros genitais. Cada um introduz o pênis na abertura genital do outro, trocam espermatozoides e se separam. Vários óvulos são fecundados e lançados para o exterior pelo poro genital. Os zigotos possuem uma cápsula protetora e vão eclodir planárias jovens, evidenciando um desenvolvimento direto.




FONTES:

 AMABIS, J.M. e MARTHO, G.R. Biologia dos Organismos. 2ª ed. São Paulo: Moderna. 2004.


- CAMPBELL, N et al. Biologia. 8ª ed. Porto Alegre. Artmed, 2010.


- OSORIO, T.C. (org). Ser Protagonista-Biologia 2 – 2ª ed. São Paulo. Edições SM. 2013.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Resumo - Embriologia

Embriologia

Aspectos gerais do desenvolvimento embrionário da maioria dos animais:
1: O desenvolvimento de se inicia no zigoto, que é a célula ovo formada após a fecundação;
2: O zigoto passa pelas clivagens, onde divisões formam uma massa de células;
3: É então formada a blástula, que é uma esfera oca de células, com uma cavidade interna chamada blastocele;
4: A camada de células que delimita a blastocele cresce e se dobra para dentro, em direção à cavidade. Este processo é chamado de gastrulação, e ele gera duas camadas de células, a ectoderme (externa) e a endoderme (interna). Assim se forma uma nova cavidade interna chamada arquêntero, que é a futura cavidade digestiva do animal. Na extremidade sobra uma abertura chamada blastóporo;
5: Dependendo do filo, o blastóporo pode se tornar a boca (mais comum na maioria dos filos) ou o ânus (comum entre equinodermos).
Resultado de imagem para embriologia animal
Fonte: https://www.slideshare.net/prof_kyoshi/2em-30-embriologia-animal-2016
Em alguns animais, há uma terceira camada de células chamada mesoderme, que interpõe os outros dois folhetos embrionários (camada de células). Grande parte dos filos dos animais possuem uma cavidade totalmente delimitada pela mesoderme, chamada de celoma, esta pode ter várias funções.
Fonte: Tereza Costa Osorio, Biologia 2º ano, 2013, 2º edição

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Resumo - Poríferos

Trabalho sobre o filo Porífero

Por motivos de formatação, o resumo se encontra em um PDF, segue o link:

sábado, 22 de abril de 2017

Exercício da página 55 (protoctistas)

1 ao 8
1) Todos os protozoários são unicelulares, além disso possuem núcleo definido.
2) Pois os Euglenoides, diferentemente dos outros grupos, não apresentam parede celular rígida, apenas um revestimento flexível, que permite que façam fagocitose.
3) Os tipos de clorofilas presentes na alga, a e/ou b e/ou c, e as substâncias de reserva nas células das algas.
4) X - Pseudópodes, locomoção pela expansão do citoplasma. Y - Flagelos, que realizam movimentos repetitivos e ondulatórios, deslocando a célula. Z - Cílios, que funcionam como os flagelos, mas em maior quantidade, além disso, são usados para a captura de alimentos. As estruturas em cada célula são os núcleos de cada uma. O protozoário 3, ciliado, apresenta dois núcleos, um maior, que comanda as funções vegetativas da célula e outro menor, responsável pela reprodução.
5) No hospedeiro intermediário, ou vetor, ocorre a reprodução assexuada, e no hospedeiro definitivo, ocorre a reprodução sexuada. O cisto é a forma inativa do protozoário, em que ele se mantém em situações desfavoráveis, já o trofozoíto é a forma ativa do protozoário.
6) Os picos de febre estão relacionados ao rompimento das hemácias e liberação de merizoítos.
7) 
a) Amebíase e giardíase.
b) O parasita deixa de ser um cisto no intestino do hospedeiro. Os sintomas são desconforto abdominal, diarreia ou cólicas intestinais e, em casos mais graves, diarreia aguda, febre alta, calafrios e eliminação de fezes com sangue.
c) Existe tratamento de esgoto em Porto Alegre, isso é importante pois previne que água contaminada seja ingerida por seres humanos, interrompendo o ciclo de transmissão do protozoário.
8) Existe uma relação mutualística entre esse protozoário e os cupins. O protozoário obtêm a celulose da madeira ingerida pelo cupim e se protege no intestino do mesmo, e o cupim obtêm nutrientes que o protozoário "solta no ambiente". Essas espécies não podem viver separadamente.

Resumo - Protoctistas

Os primeiros representantes do domínio Eucariotos, cujas células têm núcleo individualizado e organelas membranosas, foram os protoctistas. Esse grupo reúne organismos mais conhecidos como protozoários e algas. A grande maioria é unicelular, mas já também organismos coloniais e multicelulares, como as algas verdes, as vermelhas e ar pardas.
Algas
fonte: https://www.colegioweb.com.br/biologia/reino-protista-protozoarios-e-algas.html
O grupo é muito diverso, tanto considerando a sua forma nutrição (com representantes autótrofos, heterótrofos e alguns que obtêm alimento das duas maneiras), tanto sua forma de reprodução (com representantes sexuados, assexuados ou alternados). Além disso, alguns protoctistas são móveis e outros, sésseis, que podem estar presentes tanto no ambiente aquático quanto em ambientes terrestres, desde que com um mínimo de umidade, como troncos de árvores ou debaixo de pedras, entre grãos de sedimentos, etc. Os protoctistas também podem ser encontrados dentro de outros seres vivos, sobretudo plantas e animais, vivendo como mutualistas ou como parasitas.

Protozoários
Os protozoários são unicelulares, de célula eucariótica e estrutura bastante variável. A maioria é heterótrofa e  muitos são capazes de locomoção. Estão presentes em diversos ambientes e muitas espécies têm vida livre, embora também existam espécies parasitas, que pode causar doenças em plantas e em animais, como os humanos.
As células dos protozoários não possuem parede celular e apresentam formatos bem variados. Externamente à membrana da células, porém, podem haver capas proteicas ou carapaças constituídas de minerais. Quando as condições ambientais estão desfavoráveis, alguns protozoários entram em uma espécie de estado de hibernação, aonde eles podem permanecer latentes por longos períodos. Assim, quando as condições voltarem a ser favoráveis, o protozoário volta a ser ativo. Para se locomoverem, muitos protozoários utilizam pseudópodes, como os flagelos e os cílios.
Em relação à obtenção de energia, a maioria dos protozoários é heterótrofa, ou seja, eles retiram matéria orgânica do meio, geralmente englobando as partículas de alimento com seus pseudópodes, por pinocitose (a captura de macromoléculas dissolvidas no meio) ou por difusão, ou seja, absorvendo substâncias dissolvidas no meio. As raras espécies autótrofas realizam fotossíntese. Os protozoários podem ser aeróbios ou anaeróbios.
Protozoários
fonte: http://brasilescola.uol.com.br/biologia/protozoarios.htm
A reprodução dos protozoários pode assexuada ou sexuada, como se pode notar na tabela:
Diferentes formas de reprodução dos protozoários.
fonte: COSTA OSORIO, Tereza. Ser Protagonista Biologia - Volume 2. São Paulo: Edições SM, 2013.
Os protozoários rizópodos ou sarcodinos, dentro os quais estão as amebas, locomovem-se pela emissão de pseudópodes. A maioria é de vida livre, mas mesmo assim ainda existem organismos parasitas. Os flagelados apresentam, normalmente 1 ou 2 flagelos, Existem, assim, espécies de vida livre, que vivem nas águas salgada e doce e em solos úmidos, e espécies parasitas. Existem também flagelados mutualísticos, que vivem, por exemplo, no intestino de cupins, digerindo a celulose da madeira e liberando nutrientes absorvidos do cupim, assim, os dois seres envolvidos não sobreviveriam separadamente. Os ciliados caracterizam-se pela presença de cílios na superfície celular, usados no deslocamento do organismo e na captura de alimentos. Os foraminíferos secretam uma carapaça com inúmeros poros, e através deles passam os pseudópodes, utilizados na locomoção e na captura de alimento. O grupo dos apicomplexos reúne os protozoários que não tem estruturas de locomoção. São todos endoparasitas obrigatórios, de plantas e animais.
Os protozoários, além de estabelecer relações mutualísticas com outros seres, podem ser parasitas, instalando-se principalmente no sangue e no tubo digestório dos animais. Alguns protozoários parasitas necessitam de dois hospedeiros para completar seu ciclo de vida: o hospedeiro definitivo, no qual ele se reproduz sexuadamente; e o intermediário, ou vetor, no qual ele se reproduz assexuadamente. Algumas doenças causadas por protozoários são a amebíase, a giardíase, a leishmaniose, a malária e a doença de chagas.

Algas
As algas são seres muito diversificadas, a maioria das espécies é marinha, mas existem algas de água doce e até terrestres, em ambientes úmidos. Algumas suportam temperaturas extremas, como as águas polares e as águas das fontes termais. Em geral, algas são autótrofas fotossintetizantes, mas também existem algas heterótrofas. Existem espécies unicelulares e multicelulares. As células da maioria das algas são revestidas por paredes resistentes, constituídas predominantemente de celulose, em geral combinada com outras substâncias, como ágar, sílica ou carbonato de cálcio. Todas apresentam ao menos um cloroplasto, que pode variar em forma, composição, tamanho e conjunto de pigmentos fotossensíveis presentes. As algas podem ser divididas em:
- Euglenoides: algas unicelulares que contem clorofilas a e b em seus cloroplastos e, como substância de reserva, o paramilo, um carboidrato.
- Dinofíceas: algas unicelulares que contém as clorofilas a e c, além de outros pigmentos, como a peridinina, que lhes dá a coloração amarelo-parda ou avermelhada. As substâncias de reserva são amido e óleos. Em geral, a célula apresenta membrana de celulose.
- Crisofíceas: nas células dessas algas estão presentes as clorofilas a e c, além de pigmentos como a fucoxantina, de coloração marrom, cuja combinação com outros pigmentos dá uma tonalidade dourada às crisofíceas, que, por isso, também são conhecidas como algas douradas. As substâncias de reserva são óleos, que desempenham importante papel de flutuação.
- Bacilariofíceas: essas algas têm muitas características em comum com as crisofíceas, mas a parede celular, composta de sílica, está presente em todas as espécies.
- Clorofíceas: conhecidas como algas verdes, suas células têm parede de celulose e apresentam as clorofilas a e b e o amido como substância de reserva.
- Rodofíceas: conhecidas como algas vermelhas, mas, dependendo da combinação de pigmentos, podem adquirir tons mais escuros, quase pretos. Vivem principalmente nos mares tropicais, mas também ocorrem em água doce e em ambientes terrestres úmidos.
- Feofíceas: as células das feofíceas, também chamadas de algas pardas ou marrons, apresentam as clorofilas a e c, além de um pigmento carotenoide pardo, a fucoxantina, responsável pela coloração dessas algas, que varia desde o amarelo- amarronzado até tons bem escuros e fortes. As substâncias de reserva são diversos tipos de óleos.
As algas podem se reproduzir assexuadamente, mas a reprodução sexuada é mais frequente, inclusive entre as algas unicelulares, embora seja extremamente rara no grupo das dinófitas e nunca tenha sido observada em euglenófitas. As algas verdes e as pardas são as que apresentam maior diversidade reprodutiva, com indivíduos haploides e diploides reproduzindo-se assexuadamente e sexuadamente. Na reprodução assexuada ocorre a fragmentação: um ou mais pedaços do talo (conjunto de células da algas, que vivem juntas) se destacam, e cada pedaço origina um novo indivíduo. Também a reprodução assexuada pode ocorrer por meio da zoosporia: onde um ponto do talo forma células flageladas, os zoósporos, que são eliminadas no ambiente e se desenvolvem em novas algas. Já a reprodução sexuada de algas é muito diversificada, com diferentes tipos de ciclos.
As algas são utilizadas como alimento ou fertilizante pelos seres humanos à muito tempo. São também utilizadas em diferentes atividades industriais. Além disso, são muito importantes para a biosfera. Tanto as multicelulares quanto as unicelulares realizam fotossíntese, produzindo matéria orgânica e gás oxigênio, utilizados por outros seres vivos. Assim, o oxigênio produzido oxigena tanto a água tanto a atmosfera.
As algas são de grande importância para a alimentação vegetariana, visto o grande valor nutritivo que elas possuem.
fonte: http://www.cantinhovegetariano.com.br/2012/09/algas-na-alimentacao-vegetariana.html

Referências bibliográficas

COSTA OSORIO, Tereza. Ser Protagonista Biologia - Volume 2. São Paulo: Edições SM, 2013.