terça-feira, 17 de outubro de 2017

Resumo - Répteis

Os répteis (do latim, reptilis, que rasteja) constituem uma classe de animais vertebrados tetrápodes, que abrange cerca de 7 mil espécies conhecidas.
A classe Reptilia inclui as tuataras, os lagartos, os crocodilianos, as tartarugas e as aves, juntamente com vários grupos extintos, como os plesiossauros e os ictiossauros (Figura 1).  Nesta postagem, trataremos apenas dos répteis, não aves, que serão abordadas em outro post.
Tuatara (Sphenodon pinctatus)






Diabo espinhoso (Moloch horridus)

Tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea)


Jacaré do papo amarelo (Caiman latirostris)




         




        
                                   Figura 1 - Espécies de répteis atuais (não aves).

Todas as linhagens atuais desse grupo são altamente derivados e, portanto, nenhuma pode ser um modelo direto para os primeiros répteis, que viveram há 320 milhões de anos (Figura 2). No entanto, estudos comparativos tem permitido inferir algumas características derivadas que provavelmente distinguiram os primeiros répteis de outros tetrápodes.
Figura 2 - Filogenia dos amniotas (CAMPBEL, 2010).


Foram os primeiros vertebrados efetivamente adaptados à vida ao ambiente terrestre e lugares secos ---> NOVIDADES EVOLUTIVAS:


- O corpo recoberto por uma grossa camada impermeável, composta pela proteína queratina, e os pulmões bastante eficientes nas trocas com o ambiente aéreo, lhes conferiu grande adaptação à terra firme.
- O ovo aminiótico foi a principal inovação evolutiva que permitiu a conquista definitiva do ambiente terrestre. Esses ovos são protegidos por uma casca membranosa ou calcária, e seus embriões desenvolvem estruturas extra-embrionárias (saco vitelínico, âmnio e alantóide), que permitem seu desenvolvimento fora da água (Figura 3).
Figura 3 - Ovo amniótico. (Fonte: CAMPBEL, 2010)

Estrutura e fisiologia dos répteis

1.    Esqueleto, Revestimento e controle da temperatura corporal
O sistema esquelético é semelhante ao dos outros tetrápodes, apesar de algumas modificações em certos grupos devido ao seu modo de vida. Por exemplo:
Serpentes não tem pernas, portanto, não apresentam esqueleto apendicular (Figura 4). Há evidências de que seus ancestrais tinham patas, que desapareceram ao longo da evolução;
Figura 4 - Serpente terrícola de atividade crepuscular e noturna. Encontrada na América do Sul. Fonte: http://www.biologia.seed.pr.gov.br)

Quelônios (tartarugas, jabutis e cágados) tem as costelas fundidas à carapaça óssea (Figura 5).
Figura 5 - Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/

A estrutura do crânio e do esqueleto apendicular dos répteis pode ser consideradas “mais avançada” que a dos anfíbios, permitindo a locomoção mais eficiente em ambiente terrestre.
A pele que reveste o corpo dos répteis, assim como nos outros vertebrados, é constituída pela derme e epiderme.
As epiderme é espessa e altamente queratinizada, o que se constituí em estratégia adaptativa contra a dessecação e abrasão, visto que no ambiente terrestre a umidade é baixa e a perda de água tem que ser reduzida.
A pele pode apresentar escamas (cobras), placas (jacarés, crocodilos) ou carapaças (tartarugas, jabutis) (Figura 6).
Figura 6 

Os répteis são descritos como animais de “sangue frio”, porque não utilizam o metabolismo para controlar a temperatura do corpo.
Costumam regular a temperatura corporal através de adaptações no comportamento. Por exemplo, muitos lagartos se aquecem no sol quando o ar está frio e procuram sombra quando o ar está muito quente.
Pelo fato de se utilizarem de calor externo para se aquecer, os répteis são chamados de ectotérmicos(do grego, ecto, de fora; e termo, calor), termo mais apropriado que “sangue frio”.

2.    Sistema Respiratório
A respiração dos répteis é pulmonar; seus pulmões são mais desenvolvidos que os dos anfíbios, apresentando dobras internas que aumentam a sua capacidade respiratória.
A presença de músculos ao redor das costelas permite que expandam e contraiam a caixa torácica, forçando a entrada e saída de ar dos pulmões (ventilação pulmonar) (Figura 7).
As serpentes apresentam apenas um pulmão, provavelmente uma adaptação a sua forma corporal cilíndrica.
Figura 7

3.    Sistema Circulatório
Assim como os anfíbios, as aves e os mamíferos, os répteis tem dupla circulação.
Na maioria, o coração é dividido em 3 câmaras: 2 átrios e 1 ventrículo parcialmente dividido por uma parede interna, o que diminui a mistura de sangue venoso e arterial durante a contração ventricular (Figura 8).
Nos crocodilianos, a separação ventricular é completa e seu coração possui 4 câmaras cardíacas.
Figura 8

 4.    Nutrição, digestão e excreção
Em sua maioria, os répteis são animais carnívoros; algumas espécies são herbívoras e outras são onívoras. Eles possuem sistema digestório completo. O intestino grosso termina na cloaca (Figura 9).
Figura 9

A maioria excreta resíduos nitrogenados na forma de ácido úrico. Esse substância, menos tóxica que a amônia, é pouco solúvel na água e pode ser eliminada na urina com economia de água pelo organismo.
A excreção é realizada por um par de rins. Em alguns, a urina produzida é conduzida pelos ureteres diretamente para a cloaca. Em outros, ela é armazenada na bexiga urinária antes ser eliminada pela cloaca.

5.    Sistema NERVOSO E SISTEMA SENSORIAL
O sistema nervoso dos répteis é comparável ao dos anfíbios, com algumas inovações:
- Visão muito boa;
- Olhos com pálpebras e membrana nictitante, que auxiliam na proteção dessas estruturas;
- Glândulas lacrimais, fundamentais para manter a superfície dos olhos úmida fora da água,
 - Olfato excepcionalmente desenvolvido em alguns grupos, como por exemplo, nas serpentes;
As serpentes tem um órgão olfativo especial no teto da boca, o órgão de Jacobson, que lhes permite o equivalente a “sentir o gosto no ar”. Por isso, observamos o comportamento característico das serpentes de colocar a língua bifurcada continuamente para dentro e para fora da boca, o que lhes permite captar moléculas no ar e levá-las até ao órgão de Jacobson (Figura 10).
A serpentes são “surdas” aos sons propagados pelo ar, mas conseguem captar vibrações no solo através dos ossos do crânio.
Figura 10

6.    REPRODUÇÃO
Em sua maioria, os répteis são dioicos e ovíparos.
Os machos são dotados de um órgão copulador, o pênis, com o qual introduzem os espermatozoides na cloaca da fêmea a durante a cópula.
Ocorre fecundação interna e desenvolvimento direto.
Algumas espécies são ovovivíparas, e umas poucas são vivíparas.
Os ovos da maioria das espécies de lagartos, serpentes e tartarugas são protegidos por uma casca flexível. Já os ovos de cágados, crocodilos e alguns lagartos apresentam casca rígida, como os das aves (Figura 11). 
Figura 11 - Reprodução de tartarugas marinhas



FONTES:
-  AMABIS, J.M. e MARTHO, G.R. Biologia dos Organismos. 2ª ed. São Paulo: Moderna. 2004.
- CAMPBELL, N et al. Biologia. 8ª ed. Porto Alegre. Artmed, 2010. 
- OSORIO, T.C. (org). Ser Protagonista-Biologia 2 – 2ª ed. São Paulo. Edições SM. 2013.

Resumo - Anfíbios



Atualmente, existem cerca de 6.150 espécies de anfíbios, cujos principais representantes são por sapos e rãs (Ordem Anura, “sem cauda”), salamandras (Ordem Urodela, “com cauda”) e cecílias (Ordem Apoda, “sem patas”).A palavra anfíbio, de origem grega, significa "vida dupla", porque esses animais são capazes de viver no ambiente terrestre na fase adulta, mas dependem da água para a reprodução. Foram os primeiros vertebrados a ocupar o ambiente terrestre, embora não efetivamente. Além de possuírem uma pele muito fina que não protege da desidratação, eles colocam ovos sem casca, que ficam ressecados se permanecerem fora da água ou de ambientes úmidos. Assim, esse grupo de animais, não é independente da água, já que pelo menos uma fase da vida, da maioria dos anfíbios, acontece na água e eles precisam dela para a reprodução.
Figura 1 - Espécies das Ordens Urodela (salamndra), Anura (rã) e Apoda (cecília). (Fonte: Campbell, 2010).
 ESTRUTURA E FISIOLOGIA DOS ANFÍBIOS
1.    REVESTIMENTONão possuem pelos nem escamas externas. São incapazes de manter constante a temperatura de seu corpo, por isso são chamados animais de sangue frio (pecilotérmicos).Sua pele é fina e rica em vasos sanguíneos e glândulas, permitindo a permite-lhes, a absorção de água através da respiração. As glândulas em sua pele, que também funcionam como uma espécie de defesa contra predadores, são de dois tipos: mucosas, que produzem muco, e serosas, que produzem veneno. Todo o anfíbio produz substâncias tóxicas, porém alguns são mais ou menos tóxicos. Em geral, as espécies com coloração mais "chamativas" indicam que podem ser impalatáveis aos predadores. 
2.    Respiração
Figura 3 - Fonte: http://planetabiologia.com/caracteristicas-dos-anfibios-resumo/2/
Como nos mostra a figura, a respiração desses animais é feita pelos pulmões e pela pele. A respiração cutânea é possível porque os anfíbios têm a pele constantemente úmida, o que permite que o gás oxigênio passe do ambiente para o corpo do animal e o gás carbônico faça o caminho inverso. A umidade na pele é garantida pelas glândulas produtoras de muco, espalhadas pela superfície do corpo. Por esse motivo os anfíbios são extremamente dependentes de ambientes úmidos.
3.    Nutrição, digestão e excreção
Anuros e urodelos adultos são carnívoros e, em geral, alimentam-se de insetos, vermes, moluscos, pequenos crustáceos e outros animais que se movem no ambiente. No estágio de larva, alimentam-se de algas e restos de organismos mortos. Os ápodes que vivem enterrados no solo ou em sedimentos de lagoas, alimentam-se de minhocas e insetos.Algumas espécies, possuem uma grande língua pegajosa que lançam para fora da boca para capturarem suas presas. Essa é uma importante característica adaptativa. Por exemplo, os sapos podem caçar insetos em pleno voo, utilizando a língua que é presa na parte anterior da boca e, quando esticada, alcança uma grande distância.
Após ser engolido, o alimento percorre o esôfago e chega ao estômago bem desenvolvido, onde inicia a digestão. Desse, passa ao intestino, onde desembocam os canais que trazem os líquidos e enzimas produzidas pelo fígado e pâncreas, completando a digestão. O intestino grosso abre-se na cloaca, de onde as fezes são expelidas pelo ânus.
A excreção é realizada por um par de rins, que removem a ureia do sangue, eliminando-a na urina através da cloaca.
Figura 4 - Anatomia interna de um anuro. (Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br)
3.    CirculaçãoO coração dos anfíbios é dividido em três cavidades: dois átrios ou um ventrículo.A circulação é  fechada e considerada dupla porque percorre dois circuitos: um circuito menor que é o pulmonar, e um maior que é o corporal.Como ocorre mistura de sangue venoso e arterial no único ventrículo, a circulação é do tipo incompleta.
Figura 6 - Esquema da circulação sanguinea de anfíbios. Fonte: https://hectorematheusfrancobioifes.wordpress.com

4.    ReproduçãoO acasalamento da maioria dos anfíbios acontece na água. O coaxar do sapo macho faz parte do ritual "pré-nupcial". A fêmea no seu período fértil, é atraída pelo parceiro sexual por meio do seu canto e do seu coaxar.A fêmea com o corpo cheio de óvulos é agarrada pelo macho com um forte "abraço", chamado amplexo. Esse "abraço" pode levar dias, até que a fêmea lance os seus gametas (isto é, os seus óvulos) na água. Então, o macho também lança os seus espermatozoides, que fecundam os óvulos, cujo desenvolvimento ocorre na água.O sapo, a rã e a perereca realizam fecundação externa. A salamandra e a cobra-cega realizam fecundação interna.Nos numerosos ovos protegidos por uma grossa camada de substâncias gelatinosa, que geralmente se prendem às plantas aquáticas, as células vão se dividindo e formando embriões. Os ovos fecundados eclodem e nascem as larvas, denominadas girinos, que vivem e crescem na água até realizarem a metamorfose para a vida adulta. Em outras palavras, apresentam desenvolvimento indireto. Nessa fase, os girinos se alimentam primeiramente da própria gelatina que os envolve e depois de algas e plantas aquáticas microscópicas.
Em geral, não existe cuidado com a prole dentre os anfíbios.
Figura 7 - Reprodução dos Anuros
(Fonte: http://bloggiologia.blogspot.com.br/2011/11/cordados-vertebrados-anfibios.html)
 
        5. Metamorfose
A metamorfose envolve uma série de transformações e é um processo bastante lento que transforma o anfíbio jovem (girino) em adulto. Durante esse processo desaparecem as brânquias, desenvolvem-se os pulmões e surgem também as patas no corpo do animal..
Urodelos: anfíbios “com cauda”
Existem cerca de somente 550 espécies de Urodelos, representados pelas salamandras. Vivem principalmente na Europa e no norte da África.
Algumas espécies são inteiramente aquáticas (Figura 1 e 2), mas outras vivem na terra quando adultas ou por toda a vida. Costumam habitar regiões arborizadas.
Figura 1 -  Salamandra aquática, Pleurodeles waltl, nome popular salamandra-de-costelas-salientes ou salamandra-dos-poçosaior caudado europeu, podendo atingir entre 15 cm e 25 cm, excepcionalmente atingindo os 30 cm. A sua região de distribuição natural inclui o sul e o oeste da Península Ibérica e a parte ocidental de Marrocos.
(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pleurodeles_waltl)


Figura 2 -  Eurycea subfluvicola, espécie de salamandra recentemente descoberta, que não deixa de viver na água. Diferente das outras espécies que iniciam sua vida na água e ganham a terra à medida que amadurecem, essa permanece na "casa" onde passou a infância, mantendo, por isso, características físicas das jovens salamandras, como brânquias externas emplumadas.
Fonte:
http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2014/05/27/mesmo-adulta-nova-especie-de-salamandra-tem-aparencia-jovem.htm#fotoNav=74

A maioria das salamandras que vive na terra caminha dobrando lateralmente o corpo, característica herdada dos primeiros tetrápodes terrestres (Figura 3).

Figura 3 - fonte: http://www.curiosodato.net/2011/11/las-salamandras-y-su-gran-capacidad-de-regeneracion/

Elas diferem em tamanho e no jogo de cores das costas. Algumas medem cerca de 14 a 20 centímetros.
Ao contrário de outros anfíbios, a salamandra comum se acasala em terra firme. Depois da fecundação, os ovos se desenvolvem dentro do órgão genital da fêmea. As larvas nascem da fêmea numa corrente de água e sofrem metamorfose, tornando-se adultas (Figura 4).
Figura 4 -  Salamandra salamandra, Cova da Lua (Bragança)
Fonte: http://umdiadecampo.blogspot.com.br

Algumas espécies podem depositar os ovos em local úmido e apresentar cuidado parental (Figura 5).

Figura 5 - Salamandra lusitânica, fêmea com os ovos.
Fonte: http://www.flickriver.com/photos/tags/salamandralusit%C3%A2nica/interesting/

2. Anuros: anfíbios “sem cauda”
Os anuros, com aproximadamente 5420 espécies de rãs, pererecas e sapos, são mais especializados do que os urodelos para se movimentar na terra.
Apresentam esqueleto adaptado para locomoção aos saltos através de suas poderosas patas traseiras para saltar.

Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/1251750/

São carnívoros e, em geral, utilizam a visão para a detecção da presa. Capturam insetos e outras presas ao lançar a língua longa e pegajosa acoplada à parte anterior da boca (Figura 1). 

Figura 1 - A língua do sapo está adaptada para pegar presas pequenas. Os dentes servem apenas para prender o alimento, mas nem todos os anfíbios os possuem.

Fonte: http://bio-trabalho.blogspot.com.br/2011/11/anfibios.html

Também tem grande variedade de adaptações de defesa que ajudam a evitar seus predadores. As glândulas da pele secretam um muco repugnante e, às vezes, venenoso. Muitas espécies venenosas têm coloração brilhante que os predadores associam ao perigo (Figura 2). Outras tem padrões de cores que servem de camuflagem (Figura 3).

Figura 2 - Sapos da família Dendrobatidae, em que a maioria das especies se encontram na floresta Amazônica. A coloração indica perigo aos predadores.
Fonte: http://blog-superinteressante.blogspot.com.br/2012/08/sapos-coloridos.html

Esses animais possuem uma grande diversidade de estratégias reprodutivas. Entre elas, a vocalização do macho para atrair a fêmea. Cada espécie produz um som diferente originando uma variedade de sons emitidos. São capazes de emitir também sons de agonia e de defesa de território.

Como diferenciar sapos, rãs e pererecas?


3.    Ápodes: Anfíbios “sem patas”
Os ápodes, representados pelas cecílias ou cobras-cegas, são cerca de 170 espécies. Habitam áreas tropicais, onde a maioria das espécies se enterra em solos de florestas úmidas. Poucas espécies vivem em lagos de água doce ou riachos.

Podem ser aquáticas ou terrestres, mas todas respiram através de pulmões na fase adulta.
Não possuem patas e são quase cegos (por isso o nome “cobra-cega). A ausência de patas é uma adaptação secundária, visto que evoluíram de um ancestral com patas (Figura 1).
Figura 1 - Outras características das cobras-cegas é que elas possuem anéis em todo o comprimento do corpo; e pele assim como muitos outros anfíbios.
Fonte: http://cobrasserpentes.blogspot.com.br/2012/09/cobra-cega.html

Em decorrência de seus olhos pouco desenvolvidos, usam receptores químicos para detectar suas presas (Figura 2).
Figura 2 - Os olhos das cecílias são quase imperceptíveis.
Fonte: http://animais.culturamix.com/informacoes/anfibios/tudo-sobre-a-cobra-cega

Para conseguir entrar na terra a cobra-cega utiliza sua cabeça, que é uma parte bastante rígida de seu corpo, e com a força de seu corpo consegue furar galerias por de baixo da terra.
Alimentam-se de invertebrados como minhocas, vermes, larvas de insetos e, provavelmente, também de peixes pequenos. Para tal, elas utilizam seus dentes para capturar as presas e, basicamente, as engolem.
Os machos desse grupo possuem um órgão reprodutor chamado de falodeu, assim a fecundação nas cecílias é interna.
Algumas espécies de cecílias são ovíparas e outras vivíparas, no caso das ovíparas as fêmeas cuidam dos ovos até o nascimento (Figura 3 e 4).
Figura 3 - Fonte: http://olivrodanatureza.blogspot.com.br/2013/08/cobras-cegas-ou-cecilias.html


Figura 4 - Fonte: http://www.ninha.bio.br/biologia/cecilias.html
FONTES:
- CAMPBELL, N et al. Biologia. 8ª ed. Porto Alegre. Artmed, 2010.
- OSORIO, T.C. (org). Ser Protagonista-Biologia 2 – 2ª ed. São Paulo. Edições SM. 2013.
- Anfíbios: o início da conquista da vida terrestre. Disponível em <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/anfibios.php>
-  AMABIS, J.M. e MARTHO, G.R. Biologia dos Organismos. 2ª ed. São Paulo: Moderna. 2004.

Resumo - Peixes

Superclasse Peixes
Características Gerais
Os peixes são animais aquáticos que pertencem a Superclasse Pisces, Subfilo Vertebrata, filo Chordata. Constituem a maioria dos vertebrados, e embora estejam classificados como um grupo comum, não representam uma classe homogênea. Exibem uma grande diversidade morfológica e de ciclos de vida, de acordo com os habitats que ocupam. Ainda que representem um grupo heterogêneo, apresentam uma continuidade filogenética, ou seja, uma seqüência evolutiva que determinou o aparecimento das formas de vida hoje existentes.

Representação da parte anterior de um tubarão em corte longitudinal, mostrando os principais órgãos internos. B) Detalhe do interior do intestino mostrando a válvula espiral, que auxilia na absorção dos nutirentes. (Fonte: Amabis e Martho, 2004)

Esse grupo inclui os agnatos, que não possuem mandíbula, os peixes cartilaginosos, que xpossuem esqueleto formado por cartilagem, e os peixes ósseos, que possuem o esqueleto ósseo.
Possuem sistema digestório completo, terminado em cloaca nos peixes cartilaginosos e em ânus nos peixes ósseos, além de possuírem um par de rins. O sistema circulatório é fechado e possui um coração com duas cavidades, um átrio e um ventrículo.

Relacionamento Filogenético
Sob o ponto de vista da sistemática filogenética, a categoria “peixe” é artificial, pois eles não possuem um mesmo ancestral comum (portanto se chama parafilética) e talvez o único grupo com o mesmo ancestral comum (monofilético) de peixes seja a Classe Actinopterygii, de peixes ósseos com mandíbulas e com nadadeiras sustentadas por filamentos rígidos. Entretanto, essa classificação filogenética ainda não é completamente aceita (apesar de utilizar a melhor fundamentação teórica conhecida – Cladística), ou mesmo bem divulgada.

Respiração
Para conseguirem respirar na água, os peixes apresentam brânquias, que são órgãos em formato de lâmina muito vascularizados que permitem as trocas gasosas entre a água e o sangue do peixe.  Alguns peixes, porém, possuem uma espécie de pulmão primitivo, uma estrutura ricamente vascularizada e ligada à faringe. Um exemplo desse tipo de peixe é a piramboia.

Fonte: http://peixes2010.blogspot.com.br/p/condrictes_6585.html
Locomoção em ambiente aquático
Para poder se locomover mais facilmente pela água, os peixes possuem um formato corporal hidrodinâmico, o que significa ter um corpo alongado com extremidades finas. As nadadeiras permitem que o peixe crie propulsão, além de o equilibrar e ajudar na mudança de direção. A grande quantidade de muco na pele dos peixes os ajuda a diminuir o atrito com a água. Além de necessitarem adaptações para facilitar a natação, os peixes precisam de estratégias para evitar o afundamento, uma vez que possuem densidade maior do que a da água. A flutuação é garantida em peixes cartilaginosos pela presença de um fígado desenvolvido e com grande quantidade de gordura. Já em peixes ósseos, existe a presença de uma bexiga natatória, um órgão hidrostático que permite que o peixe nade para o fundo e para a superfície.

Reprodução
A reprodução dos peixes varia de grupo para grupo. Nos cartilaginosos, ocorre fecundação interna; já na maioria dos peixes ósseos, ocorre fecundação externa. Nos peixes ósseos, pode-se observar em algumas espécies o desenvolvimento indireto com a formação de larvas e o desenvolvimento de uma fase denominada de alevino.
Ovos de peixe-palhaço (Fonte: https://reproducaoedesenvolvimentodosanimais.files.wordpress.com)
Cavalo- marinho macho carregando seus filhos (Fonte: http://grupoc2d.blogspot.com.br/2010/07/macho-gravido-e-com-o-cavalo-marinho.html

Fonte: http://www.euquerobiologia.com.br/2011/11/diferencas-entre-peixes-cartilaginosos-e-osseos.html

-    FONTES:

- OSORIO, T.C. (org). Ser Protagonista-Biologia 2 – 2ª ed. São Paulo. Edições SM. 2013.

domingo, 30 de julho de 2017

Exercícios Anelídeos e artrópodes (p. 189)

1. a) Poliquetos, Oligoquetos (representados pelas minhocas), hirudíneos (representados pelos sanguessuguas) . b) Os poliquetos possuem inúmeras cerdas nos segmentos corporais. Os oligoquetos não possuem cerdas, e sua parede corporal é revestida por uma fina cutícula. Os hirudíneos possuem poucas cerdas e seu corpo é achatado. c) Algumas espécies de poliquetos nadam livremente, enquanto outras são rastejadoras. A maioria dos oligoquetos são espécies terrestres (escavadoras). Já os hirudíneos deslocam-se utilizando de uma ventosa localizada na parte posterior de seu corpo.
2. a) As trocas gasosas acontecem geralmente na superfície corporal e, em certos anelídeos, em brânquias.
3. A divisão do corpo dos anelídeos pode ser notada externamente: são os segmentos ou anéis. Internamente, o celoma é subdividido em compartimentos separados uns dos outros.
4. As articulações permitem uma melhor mobilidade.
5. a) Crustáceos, quelicerados, hexápodes, miriápodes. b) Crustáceos são divididos em cefalotórax e abdômen, possuem quatro antenas e diversos pares de patas. Exemplo: camarão. Quelicerados: corpo dividido em cefalotórax e abdômen, apresentam seis pares de apêndices, no qual o primeiro deles é o par de quelíceras. Mandíbulas e antenas estão ausentes. Podem ser representados pelos aracnídeos. Hexápodes: possuem três patas, corpo dividido em cabeça, tórax e abdômen, com um par de antenas. Possuem asas. Podem ser representados pelos insetos.
6. Ocorrem através da superfície corporal, a cutícula.
7. a) A- abdômen B- cefalotórax C- olho D- antenas E- maxípedes F-pereópodes G- urópodes H-pleópodes b) É classificado no subfilo dos crustáceos. c) Na figura, é possível observar características do subfilo dos crustáceos como a subdivisão em cefalotórax e abdômen, além da presença de antenas e diversos pares de patas.
8. a) A teia da aranha é feita de seda. b) Esse material é produzido por glândulas localizadas no abdômen. c) Pode ser utilizada também para revestir tocas ou para servir como abrigo ou ponte.

Exercícios Platelmintos, nematoides e moluscos (p. 170-171)

Atividades (p. 170-171)

1. Essa afirmação está incorreta, uma vez que existem platelmintos de vida livre, como as planárias.
2.Significa dizer que o tubo digestório possui apenas uma abertura, a boca.
3. a) A: ocelos; B: intestino; C: faringe. b) A faringe muscular é usada para sugar o alimento para o interior do tubo digestório.
4. A capacidade de regeneração das planárias possibilita a reprodução assexuada por fissão transversal. Nessa forma de reprodução, o corpo do animal sofre uma espécie de estrangulamento em um ou mais pontos, até que duas ou mais partes se separam e se regeneram em novos indivíduos completos
5. Esqueleto hidrostático é aquele em que a função de sustentação se deve à presença de um líquido sob pressão encerrado no interior do animal. Nos nematóides, o fluido corporal pseudoceloma atua como apoio à ação da musculatura da parede corporal, que se contrai sobre ele, pressionando-o. A cutícula também oferece resistência ao movimento muscular. A ação dessas duas forças contrárias é responsável pela sustentação do corpo.
6. Não, embora a concha seja uma característica dos moluscos, ela não está presente em todos os animais desse filo. Ao longo da evolução, a concha tornou-se vestigial em certas espécies e desapareceu em outras, como nos polvos e nas lesmas.
7. O manto é o tecido que reveste a massa visceral da região dorsal do corpo do molusco e o interior da concha. Entre outras funções, o manto secreta a concha e promove a circulação de água ou de ar.
8. Geralmente os moluscos utilizam o pé musculoso para seu deslocamento. Nas espécies terrestres, o pé revestido de muco, produzido por células mucosas epidérmicas, que facilita o deslocamento por contrações musculares. Alguns bivalves podem locomover-se por propulsão, através das abertura e fechamento das valvas da concha. Os cefalópodes locomover-se por propulsão a jato, por meio da saída de fluxo de água em movimentos rápidos através de um sifão. Os polvos também podem se locomover utilizando seus tentáculos.
9. a) A rádula é um órgão musculoso e recoberto por uma camada de dentes microscópicos, localizada na região anterior do tubo digestório. b) A rádula é usada para raspar a superfície, retirando alimentos como algas. Moluscos carnívoros podem rasgar os tecidos corporais de suas presas com rádula.
 10. O opérculo é uma estrutura enrijecida localizada na face dorsal do pé dos gastrópodes. Quando o corpo do animal se retrai, abrigando-se no interior da concha, o opérculo fecha sia abertura.
11. A bolsa de tinta, como diz o nome, é usada para armazenar tinta. Quando o animal se sente ameaçado, lança a tinta na água por meio da abertura anal. Assim, o molusco cria uma nuvem turva, em meio à qual rapidamente se afasta da ameaça
12. O sifúnculo é usado para adicionar ou remover gases das câmaras posteriores das conchas; quando cheias de gases, as conchas atuam como flutuadores, facilitando o deslocamento vertical do náutilo.
13. a) no Brasil, o agente causador das esquistossomose é o Schistosoma mansoni. b) a doença tem esse nome porque os vermes adultos se instalam nos vasos sanguíneos e linfáticos de órgãos da região abdominal, como fígado e os intestinos, causando acúmulo de líquidos e inchaço nessa região do corpo. c) o caramujo faz o papel de hospedeiro intermediário, sem o qual o ciclo de vida do esquistossomo não se completaria, o que impediria a infestação de seres humanos
14. As pérolas se formam por causa da infiltração acidental de pequenos objetos, como um grão de areia, entre o manto e a concha. Esse pequeno objeto atua como um núcleo ao redor do qual ocorre a deposição de sucessivas camadas nacaradas ( o mesmo material que reveste a concha por dentro), originando uma pérola.
15. a) trata-se do tufo de flagelos do bulbo-flama. b) ao se movimentar, os flagelos impulsionam o fluido contido no interior dos túbulos excretores para fora do corpo animal.
16. I: ovos presentes nos alimentos, na água, nas mãos ou objetos contaminados são ingeridos. II: os ovos chegam ao intestino delgado e o eclodem. III: as larvas perfuram a parede intestinal, migram pela corrente sanguínea, atingem os pulmões e saem para a traqueia. IV: fêmeas põem ovos que se misturam com as fezes. V: os ovos são eliminados pelas fezes no ambiente. VI: água e alimentos são contaminados pelos ovos.
17. a) I - frutas e verduras cruas e mal lavadas podem conter ovos de Ascaris e de Taenia. II - andar descalço sobre o chão de terra pode proporcionar a infestação por larvas de Ancylostoma e Necator. III - a água pode estar contaminada por ovos de Ascaris ou de Taenia. IV - a carne pode conter cisticercos de Taenia. b) a prevenção dos parasitoses está associada a condições adequadas de saneamento básico, pois a contaminação do ambiente por ovos ou embriões ocorre através das fezes
18. a) Teníase. b) esse problema é causado pela ingestão de carne crua ou mal passada contendo cisticercos
19. a) trata-se de um bivalve, pois a concha de gastrópodes é formada por duas valvas articuladas. A concha de gastrópodes é formada por uma única valva e apresenta geralmente forma cônica e espiralada. b) quando contraídos, esses músculos tem a função de fechar as valvas entre si.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resumo - Equinodermos

 
1.Características Gerais

·     Cerca de 6 mil espécies descritas
·     EXCLUSIVAMENTE MARINHAS (geralmente bentônicos).
·     São animais que apresentam espinhos na superfície do corpo. Característica que deu origem ao nome do Filo Echinodermata (do grego, echinos, espinho, e dermatos, pele).
·  Seus representantes mais conhecidos são as estrelas do mar, ouriços do mar, bolachas do mar e pepinos do mar.
·     São animais triblásticos celomados.
· Os equinodermos são animais deuterostômios enterocelomados, ou seja, blastóporo originando o ânus.

 

2.Novidades evolutivas:

ENDOESQUELETO
· Apresentam estruturas esqueléticas (Ossículos) de origem mesodérmica, conectados por ligamentos de colágeno. Como essas estruturas esqueléticas são internas ao corpo, estando recobertas por epiderme, elas constituem um ENDOESQUELETO.
 
REVESTIMENTO
·  Corpo inteiramente recoberto por uma epiderme fina que reveste também os espinhos.
· Espinhos tem locomoção e defesa – estruturas articuladas às placas do endoesqueleto e que se movem por ação da musculatura, participando do deslocamento do animal.
·    Pés ambulacrais: estruturas tubulares finas e flexíveis, com ventosas aderentes na extremidade, responsáveis pela locomoção.
·   Pedicelárias: distribuídas entre os espinhos, são estruturas móveis dotadas de pequenas pinças nas extremidades, cuja função é remover detritos e pequenos animais que aderem ao corpo dos equinodermos, mantendo-o limpo. Além disso, participam da captura de presas.
 

Anatomia de um Equinodermo
 
Detalhe do revestimento corporal de equinodermos

SIMETRIA (PENTA) RADIAL SECUNDÁRIA:
·   No estágio de larva, apresentam  com simetria bilateral, e quando adulto, simetria radial, sendo esta uma adaptação à vida bentônica.
·  Permitiu também a organização de Sistema Nervoso em anel em torno da boca de onde partem 5 nervos radiais.
 
SISTEMA HIDROVASCULAR OU AMBULACRAL - Exclusivo do Filo
·    Série de tubos preenchidos por água que se projetam para fora do corpo através dos pés ambulacrais.

·     FUNÇÕES: Locomoção (1ª), respiração, captura de alimento e órgão sensorial.
 

3. CLASSES DOS EQUINODERMOS:

Resumo - Artrópodes


 
1.Características Gerais

•  Mais de 1 milhão espécies descritas sendo em sua maioria, insetos com 900 mil espécies.
•  Podem ser encontrados em quase todos os habitats da Terra.
•  Primeiros a ocupar definitivamente todos os ambientes de terra firme.
• São animais triblásticos celomados, ou seja, possuem os três folhetos embrionários (ectoderme, mesoderme e endorme) e cavidade corporal.
•  Apresentam simetria bilateral, sendo divididos longitudinalmente em partes iguais.
•  Sistema digestório completo, com boca e ânus è digestão somente extracelular
•  Sistema circulatório é ABERTO, no qual o líquido chamado hemolinfa é bombeado por um coração para artérias curtas e então para espaços chamados de sinus, que circundam tecidos e órgãos.

•  Corpo dividido em segmentos ou metâmeros (METAMERIA).


 
 
2.Novidades Evolutivas
• EXOESQUELETO
• Armadura resistente formada por quitina (polissacarídeo com nitrogênio) secretado pela epiderme e disperso em camadas sobre a superfície corporal.
 • CONSEQUÊNCIAS:
1) Musculatura bem desenvolvida localiza-se no lado interno do exoesqueleto, usando-o como ponto de apoio para a mesma.
1.1) Entre os segmentos corporais e os dos apêndices, existem lâminas da cutícula mais finas e flexíveis, permitindo a articulação entre os segmentos enrijecidos.
2) Proteção não somente contra agressões, mas também contra a desidratação.
3) Artrópodes cujos os apêndices não tem ramificação são chamados de unirremes e aqueles cujos os apêndices podem ser formados por dois ramos são denominados birremes.
 


4) MUDA ou Ecdise é a troca de exoesqueleto para o crescimento, pois o mesmo não se expande. Assim os artrópodes crescem somente logo após a troca e, quando o exoesqueleto torna-se rígido de novo, eles param de crescer.
 


3.SUBFILOS: